
268 ocorrências foram registradas do início deste ano até a última sexta-feira, dia 15 de maio, no serviço de Disque Denúncia, na capital baiana. As vítimas geralmente são adolescentes do sexo feminino com idade de 12 a 17 anos. Porém, as crianças de ambos os sexos, também fazem parte do perfil das estatísticas da exploração sexual. A situação grave é que os crimes ocorridos no ambiente familiar correspondem a 60% do total de denúncias.
Este quadro é confirmado pela conselheira tutelar KAITH CARLA ARGOLO, um dos cinco integrantes do conselho que responde pela região formada entre Boca do Rio e Itapuã. A promotora LÍCIA OLIVEIRA, coordenadora do Centro de Apoio às Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude (CAOPIJIJ), explica que desde 2005, com o início do levantamento dos casos de abuso e violência sexual contra crianças e adolescentes feito pelo CAOPIJIJ, vem aumentando o engajamento da sociedade. A estatística é atualizada diariamente e, até o início da tarde da última sexta, foram recebidas mais de 40 denúncias através do Disque Denúncia.
A promotora explica que o serviço, coordenado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, da Presidência da República, faz a seleção das denúncias por Estado e encaminha para as coordenações dos ministérios públicos estaduais. Cabe a coordenação encaminhar as providências para serem avaliadas , pontua.
Fonte:A Tarde/Salvador